A França em Portugal
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A defesa

1. Para Portugal, a França é um parceiro histórico desde os anos 60/70, época dos grandes contratos de armamento (submarinos Daphné, Puma, Avisos). O nosso país continua a ser um dos dois ou três parceiros de referência que poderá contribuir para que Portugal evolua e se modernize nos domínios da organização e do equipamento. A opinião dos militares portugueses a nosso respeito é caracterizada por uma verdadeira francofilia (e francofonia para os mais velhos).


2. Para a França, a relação a nível da defesa baseia-se em duas importantes apostas : a aposta militar para facilitar o acesso ao espaço aero-marítimo português e para permitir a sua utilização pelas nossas forças estratégicas e convencionais ; a aposta política com vista a uma convergência de conceitos seio da NATO e da UE. Por fim, apesar dos constrangimentos orçamentais, Portugal mantém a intenção de prosseguir a renovação dos seus equipamentos militaires, designadamente com o projecto de aquisição de 12 helicópteros ligeiros, de blindados ligeiros e de um TCD, perpectivas que deverão interessar aos nossos industriais.


3. A cooperação militar bilateral é modesta sendo, no entando, apreciada e bem direccionada. Encontra-se institucionalizada através da assinatura, a 30 de Julho de 1999, de um tratado de cooperação de grande alcance no domínio da defesa e que instituiu a realização de uma reunião ao nível do estado-maior (ao nível EMA) que se realiza quase todos os anos (a última teve lugar em Paris a 25 de Janeiro de 2011). Esta parceria visa a cooperação aero-marítima (300 voos e 30 escalas por ano ; o acordo técnico sobre segurança e vigilância marítima datado de Abril de 2010) e a cooperação operacional (no Afeganistão, no Kosovo e no Líbano) Por outro lado, foi assinado no dia 8 de Abril de 1998, um acordo administrativo no domínio do armamento.


Existem perspectivas interessantes com vista ao desenvolvimento da relação bilateral de defesa. Assim, como sugerido pelos militares portugueses, poderão desenvolver-se acções de cooperação de interesse comum como a formação e o armamento. A França poderá igualmente partilhar a experiência adquirida com a reforma da “interarmisation” implementada desde o início dos anos 90. Por fim, poderão surgir oportunidades em matéria de armamento ao mesmo tempo que parece estar prevista uma reflexão sobre as acções comuns na África subsariana.



publié le 25.07.2012

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